quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Coreia do Norte aceita moratória de seu programa nuclear (Postado por Lucas Pinheiro)

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (29) que a Coreia do Norte havia aceitado o estabelecimento de uma moratória sobre lançamentos de mísseis de longa distância, testes nucleares e atividades de enriquecimento de urânio em seu complexo nuclear de Yongbyon.

A Coreia do Norte também aceitou o retorno de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para supervisionar a moratória sobre o enriquecimento de urânio em Yongbyon, acrescentou a porta-voz da diplomacia americana, Victoria Nuland.

Os Estados Unidos anunciaram ainda a retomada em breve de sua ajuda alimentar à Coreia do Norte.

A Coreia do Norte confirmou ter aceitado a suspensão de seus testes nucleares, dos lançamentos de mísseis e do enriquecimento de combustível nuclear em troca da ajuda alimentar, segundo a imprensa oficial.

Segundo Pyongyang, Washington prometeu fornecer 240  mil toneladas de "ajuda alimentar" e estudar uma ajuda adicional.

A Coreia do Norte afirmou que permitirá que a agência nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), monitore a moratória sobre o enriquecimento de urânio.

A nação comunista informou que os americanos se ofereceram para discutir a suspensão das sanções e o abastecimento de reatores de água leve para gerar eletricidade como uma prioridade, uma vez que as negociações sobre o desarmamento nuclear entre as seis partes forem retomadas.

A AIEA afirmou que está pronta para retornar às atividades na Coreia do Norte, disse seu chefe após o anúncio do acordo.

"Como eu disse antes, a agência tem um papel essencial em verificar o programa nuclear", disse seu diretor-geral, Yukiya Amano.

"Dependendo só de mais detalhes, estamos prontos para voltar a Yongbyon para assumir as atividades de monitoramento, a pedido e com a autorização do Conselho de Governantes", disse, em referência às 35 nações que atuam na agência.

Ele disse que o anúncio é "um importante passo adiante".

O acordo foi fechado em reunião diplomática em Pequim, a primeira de alto nível desde que o governo da isolada Coreia do Norte foi assumido por Kim Jong-un, filho de Kim Jong-il.

As negociações de Pequim tinham por objetivo persuadir a Coreia do Norte a retornar às negociações com as seis partes, que haviam sido abandonadas em abril de 2009.

O programa de enriquecimento, revelado pela primeira vez em novembro de 2010, pode fornecer ao Norte um caminho alternativo para a fabricação de bombas atômicas, em adição ao seu programa de plutônio de longa data.

Pyongyang "concordou com uma moratória sobre os testes nucleares, lançamentos de mísseis de longa distância e atividades de enriquecimento de urânio em Yongbyon e permite que a AIEA monitore a moratória sobre o enriquecimento de urânio enquanto negociações produtivas forem realizadas", informou um porta-voz de chancelaria estrangeiro à agência de notícias oficial.

Pyongyang realizou testes nucleares em 2006 e 2009 e acredita-se que tenha plutônio em quantidade suficiente para produzir de seis a oito armas nucleares.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Morre mais um adolescente atingido em tiroteio em escola de Ohio (Postado por Lucas Pinheiro)

Um segundo estudante morreu, nesta terça-feira (28), vítima de um tiroteio em uma escola de Chardon, no estado americano de Ohio. Outros três estudantes estão feridos.

.A família do adolescente suspeito de ser autor do crime disse, por intermédio de seu advogado, que estava com dificuldade para entender o que havia acontecido.

O atirador abriu fogo no refeitório de uma escola ginasial perto de Cleveland na segunda-feira, antes de um professor persegui-lo no local. Ele acabou se entregando e sendo preso.

Daniel Daniel Parmertor, de 16 anos, morreu na segunda-feira. Russel King Jr. teve morte cerebral declarada nesta terça, apesar de ainda ter batimento cardíaco, afirmou o administrador do gabinete do Centro Legista do Condado de Cuyahoga, Hugh Shannon..

O tiroteio na Chardon High School foi o pior em uma escola norte-americana em 11 meses e o pior em Ohio desde o fim de 2007, de acordo com o Centro Brady de Prevenção à Violência Armada.

O atirador suspeito não foi formalmente identificado pela polícia. Estudantes, pais e a mídia local, porém, identificaram-no como T.J. Lane, um aluno de uma escola para jovens em risco, cuja família disse que estava em choque pelos eventos e pediu privacidade.

Lane não foi imediatamente acusado.

Todo o distrito escolar foi fechado na segunda-feira e continuará fechado na terça-feira, enquanto a comunidade tenta entender o que aconteceu.

"Queremos que eles fiquem em casa e passem algum tempo refletindo em família", disse um emocionado Joseph Bergant, superintendente das escolas de Chardon.

Dois dos quatro estudantes feridos foram levados ao hospital de Cleveland, MetroHealth, em estado crítico, de acordo com o chefe da Polícia de Chardon, Tim McKenna.

A TV local WKYC mostrou imagens que seriam do suspeito se rendendo, do lado de fora do prédio. Ele teria sido perseguido até o local por um professor.

O suspeito portava um rifle calibre 22 e uma faca, segundo a emissora.

Após o tiroteio, houve pânico, e alunos e funcionários foram retirados da escola, que foi fechada.

Muitos pais de alunos se dirigiram à escola, depois de serem informados do ataque, para saber como estavam seus filhos.

A aluna Danielle Samples, de 16 anos, disse que estava no café quando ouviu uma série de estampidos e alguém gritou para que todos se protegessem.

Ela então ouviu mais estampidos.

"A ficha ainda não caiu", disse ela. "É muito surreal."

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cruzeiro com mais de mil a bordo está à deriva no Oceano Índico (Postado por Lucas Pinheiro)

Um navio de cruzeiro da empresa Costa Crociere, com mais de mil pessoas a bordo, está à deriva no Oceano Índico, próximo às Ilhas Seychelles, após um incêndio na casa das máquinas, informou nesta segunda-feira (27) a empresa em um comunicado.

O navio "Costa Allegra" vinha de Madagáscar com 627 passageiros e 413 tripulantes a bordo.

O comandante afirmou que todos estão bem e pediu às autoridades que dirijam as operações de socorro.

A companhia afirmou que o incêndio foi extinto e não se espalhou para nenhuma outra parte do bargo.

Vários navios mercantes que estavam na região deram o primeiro socorro, segundo a companhia.

Os passageiros foram informados sobre a situação e estão agrupados em pontos apropriados para isso dentro do navio..

A Guarda Costeira da Itália, que está acompanhando a situação, informou que o barco tem meios de se comunicar, mas não tem "força de propulsão" para seguir viagem.

A empresa é a mesma dona do cruzeiro de luxo Costa Concordia, que naufragou em 13 de janeiro próximo à ilha de Giglio, na costa italiana, matando 32 pessoas.


domingo, 26 de fevereiro de 2012


Emergentes e EUA cobram ação ampla da Europa

"Não podemos concordar com um aumento de recursos se não for levada ao pé da letra a reforma de cotas de 2010", afirmou Mantega
26/02/2012 14:27

Folha.com

A desaceleração do crescimento global tomou a atenção do G20, e uma ação mais ampla da Europa -- que extrapole a questão fiscal-- é cobrada pelos EUA e pelos países emergentes.
Para o ministro Guido Mantega (Fazenda), a percepção geral é que desde a última reunião em novembro o panorama econômico europeu melhorou.
"Mas a demora [em normalizar a situação] tem levado uma deterioração do crescimento mundial, e há problemas emergindo que requerem a atenção do G20", afirmou o brasileiro ontem durante a reunião ministerial do grupo na Cidade do México.
O ministro defendeu a revisão do que vê como "políticas contracionistas" europeias, e insistiu que as principais economias do continente, mais sadias, podem estimular a produção e o investimento.
"Saímos do sufoco em que estávamos, e não há grandes riscos de rupturas --porém, ainda há algumas etapas importantes a serem percorridas pelos países europeus para que possamos normalizar a situação internacional."
Mais cedo, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, manifestara posição semelhante.
Após dois dias de reuniões, um comunicado deve ser emitido hoje sublinhando a urgência de ação coletiva e pressionando os europeus, apesar de as divergências persistirem sobretudo no que diz respeito à divisão de responsabilidades. Por isso, as expectativas são baixas para medidas efetivas.
DINHEIRO DOS BRICS
Mantega, após encontro no sábado dos BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia), afirmou que esses países só contribuirão via Fundo Monetário Internacional para uma segunda etapa do resgate europeu se os próprios europeus aumentarem seu aporte e se a reforma de cotas do FMI, que daria mais poder aos emergentes, for concluída.
"Em relação ao reforço do Fundo Monetário, me parece que vai haver uma opinião muito sintonizada de que, primeiro, os países europeus têm de fortalecer o firewall [recursos financeiros para uma segunda barreira de proteção anticrise]. Eles têm muito mais recursos do que diziam que tinham _basta ver a ação do Banco Central Europeu, que pode dar liquidez aos bancos europeus", afirmou.
A segunda condição é uma reivindicação antiga dos emergentes: "Que cumpram a reforma do FMI. Há uma tendência de retrocesso em relação à reforma de cotas estabelecida em 2010", disse Mantega.
A reforma --um compromisso reafirmado pela diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, ao assumir o cargo, no ano passado-- tem patinado. Ontem, o americano Geithner disse ser bem-vinda a reconfiguração de organismos multilaterais para refletir melhor o novo equilíbrio econômico mundial.
"Não podemos concordar com um aumento de recursos se não for levada ao pé da letra a reforma de cotas de 2010", afirmou Mantega.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PIB da Grécia recua 7% no 4º trimestre de 2011 (Postado por Lucas Pinheiro)

O Produto Interno Bruto da Grécia registrou queda de 7% no quarto trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme informou, nesta terça-feira (14) a Autoridade Estatística Helênica (Elstat).

Após revisão, o PIB da Grécia no terceiro trimestre apresentou recuo de 5%. O PIB grego vem apresentando queda desde o segundo trimestre de 2010, de acordo com a Elstat.

 No último domingo (12), o Parlamento grego aprovou o plano econômico de austeridade solicitado pelos credores do país com o qual se ativará o resgate financeiro e sua manutenção na zona do euro.

A Grécia tem enfrentado dificuldades para refinanciar suas dívidas e despertado preocupação entre investidores de todo o mundo sobre sua situação econômica. Mesmo com seguidos pacotes de ajuste e ajuda financeira externa, o futuro da Grécia ainda é incerto.

O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade assinado pelo país para fazer parte do euro.

A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.

Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos – deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito de 2008.

O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos que refinanciem sua dívida.

Ajuda e protestos
Em abril de 2010, após intensa pressão externa, o governo grego aceitou um primeiro pacote de ajuda dos países europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 110 bilhões de euros ao longo de três anos.

Em contrapartida, o governo grego aprova um plano de austeridade fiscal que inclui alta no imposto de valor agregado (IVA), um aumento de 10% nos impostos de combustíveis, álcool e tabaco, além de uma redução de salários no setor público, o que sofre forte rejeição da população.

Apesar da ajuda, a Grécia segue com problemas. Em meados de 2011, foi aprovado um segundo pacote de ajuda, em recursos da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do setor privado. A contribuição do setor privado foi estimada em 37 bilhões de euros. Um programa de recompra de dívidas deve somar outros 12,6 bilhões de euros vindos do setor privado, chegando a cerca de 50 bilhões de euros.

Em outubro, ainda com o país à beira do colapso financeiro, os líderes da zona do euro alcançaram um acordo com os bancos credores, que reduz em 50% a dívida da Grécia, eliminando o último obstáculo para um ambicioso plano de resposta à crise. Com o plano, a dívida grega terá um alívio de 100 bilhões de euros após a aceitação, pela maior parte dos bancos, de uma redução superior a 50% do valor dos títulos da dívida.

No mesmo mês, o país enfrentou violentos protestos nas ruas. A população se revoltou contra um novo plano de cortes, previdência e mais impostos, demissões de funcionários públicos e redução de salários no setor privado, pré-requisito estabelecido pela União Europeia e pelo FMI para liberar uma nova parcela do plano de resgate, de 8 bilhões de euros.

Calote
Como membro da zona do euro, a Grécia enfrenta pressão dos demais membros para colocar suas contas em ordem e evitar a declaração de moratória – o que significaria deixar de pagar os juros das dívidas ou pressionar os credores a aceitar pagamentos menores e perdoar parte da dívida.

No caso da Grécia, isso traria enormes dificuldades. As taxas de juros pagas pelos governos da zona do euro têm sido mantidas baixas ante a presunção de que a UE e o Banco Central Europeu proveriam assistência a países da região, justamente para evitar calotes.

Uma moratória grega, além de estimular países como Irlanda e Portugal a fazerem o mesmo, significaria um aumento de custos para empréstimos tomados pelos países menores da UE, sendo que alguns deles já sofrem para manter seus pagamentos em dia.

Se Irlanda e Portugal seguissem o caminho do calote, os bancos que lhes emprestaram dinheiro seriam afetados, o que elevaria a demanda por fundos do Banco Central Europeu.

Um calote grego pode fazer com que investidores questionem se a Irlanda e Portugal não seguirão o mesmo caminho. O problema real diz respeito ao que acontecerá com a Espanha, que só tem conseguido obter dinheiro no mercado a custos crescentes.

A economia espanhola equivale à soma das economias grega, irlandesa e portuguesa. Seria muito mais difícil para a UE estruturar, caso seja necessário, um pacote de resgate para um país dessa dimensão.

domingo, 12 de fevereiro de 2012


Manifestantes protestam em Tóquio contra geração de energia nuclear

Redação SRZD | Internacional | 11/02/2012 16h57
ReproduçãoApós os 11 meses que ocorreu o forte terremoto seguido de tsunami, e que provocou um colapso na usina nuclear de Fukushima, milhares de japoneses reuniram-se neste sabádo em Tóquio, capital do Japão, contra a geração de energia nuclear.
Durante um comício no Yoyogi Park, o ganahador do prêmio Nobel da Literatura de 1994, Kensaburo Oe, disse que "resíduos radioativos de usinas nucleares serão carregados pelas gerações futuras. Isso não deve ser tolerado. É contra a ética", disse o romancista de 77 anos de idade. De acordo com os organizadores, o comício contou com a presença de 12 mil pessoas. Inicialmente, a polícia tinha uma estimativa de 7 mil.
O ator japonês Taro Yamamoto, afirmou que perdeu várias oportunidades de emprego em prol de sua defesa anti-nuclear. "O país deixará de existir se houver outro grande terremoto", afirmou. Para evitar que nosso país deixe de exister, não vamos permitir que as usinas nucleares sejam reativadas", completou Yamamoto.
Depois do encontro no comício, todos os participantes caminharam pelas ruas de Shibuya, um dos principais distritos de compras e entretenimento do país.
O terremo e a tsunami que atingiu o país no dia 11 de março de 2011, deixou mais de 19 mil mortos ou desaparecidos no Japão, causando também o maior desastre nuclear do mundo desde Chernobyl, em 1986.
Vários moradores tiveram que deixar suas casas (ao redor de Fukusima) obrigadas pelo governo japonês, aproximadamente 220 km a nordeste de Tóquio. Por conta da radiação que dissipou pela região, muitos continuam sem saber se terão permissão para retornar paras suas casas.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Em dia de greve geral na Grécia, bombas e conflito marcam protestos (Postado por Lucas Pinheiro)

Trabalhadores gregos entraram em greve contra medidas de austeridade nesta sexta-feira (10), ancorando navios e paralisando o transporte público, horas após ministros das Finanças da zona do euro dizerem que Atenas precisa implementar mais cortes para convencê-los a liberar ajuda financeira.

Tanto nesta sexta-feira quanto no sábado (11), Atenas ficará sem transporte urbano, pois não circulam trens, bondes, ônibus, trolebus, e também não haverá metrô, com exceção da linha 1 que funcionará entre as 10h e as 17h no horário local (6h e 13h em Brasília).

Os dois maiores sindicatos do setor público e privado da Grécia, Adedy e GSEE, respectivamente, iniciaram uma greve nacional de 48 horas nesta sexta-feira.

Os trabalhadores são contra o pacote de austeridade que o governo pretende implementar em troca de novo empréstimo, de 130 bilhões de euros, dos credores internacionais.

A greve geral ocorre um dia após o primeiro-ministro, Lucas Papademos, receber o apoio dos partidos aliados para cortar 3 bilhões de euros adicionais do orçamento em 2012. A paralisação afeta bancos, hospitais e transportes públicos

Nos portos, onde se concentra uma das indústrias mais importantes da Grécia, a maior parte dos navios permanecem atracados.

Por outro lado, os voos não foram afetados porque os controladores aéreos não participam da greve. Os hospitais trabalham apenas em regime de urgência, os professores também seguem a greve e tribunais e bancos, tanto públicos quanto privados, permanecem fechados.

A União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão irritados com uma série de promessas descumpridas por Atenas e semanas de desacordo sobre os termos de um resgate de 130 bilhões de euros (172 bilhões de dólares), com o tempo se esgotando para que a Grécia evite um default.

Antes de liberarem mais ajuda, os financiadores da Grécia têm pedido a ratificação parlamentar sobre o novo pacote de austeridade nesta semana, a identificação de mais 325 milhões de euros em reduções de gastos até a próxima quarta-feira e um forte comprometimento de todos os partidos para implementar as reformas.

Mas essas exigências podem ter ido longe demais. Muitos gregos, já sofrendo com cinco anos consecutivos de recessão, estão cada vez mais irritados com as medidas, que não devem trazer alívio à economia, em que um entre cada cinco gregos está desempregado, lojas fecham uma após outra e famílias estão apertando seu orçamento.

A praça central de Atenas, Syntagma, em frente ao Parlamento, tremia com palavras de ordem proferidas em alto-falantes para um rali contra as medidas: "Não a demissões! Não a cortes de salários! Não a cortes de pensão! Não baixem suas cabeças! Resistam!"

Com informações da Reuters, Valor Online e EFE


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Europa já tem quase 400 mortos por frio (Postado por Lucas Pinheiro)

As autoridades utilizaram de tudo, de quebra-gelos explosivos a tratores nesta terça-feira (7) para superar o grande congelamento da Europa, enquanto dezenas de pessoas morreram de hipotermia e outras milhares ficaram isoladas pela neve.

Até agora, 389 pessoas morreram devido ao frio que atinge a Europa desde o início deste período congelante, há 11 dias, e os meteorologistas alertam que não há previsões para que as temperaturas mais baixas observadas em décadas sejam substituídas por um tempo mais ameno.

Embora tenha ocorrido um pouco de descanso para o povo da Ucrânia - onde mais de 130 mortes foram registradas - o termômetro caiu durante a noite para -39,4 graus Celsius na região Kvilda da República Checa.

Mais corpos foram encontrados nas ruas, em carros ou dentro de casas em Alemanha, Itália, Polônia e nos Balcãs.

Autoridades da Sérvia afirmaram que 70 mil pessoas ficaram isoladas em suas aldeias do sul devido à neve, e declararam uma "situação de emergência". A ordem, que é um grau abaixo de um estado de emergência, permite ao governo solicitar que empresas privadas ajudem na limpeza da neve com máquinas e funcionários.

Predrag Maric, chefe dos serviços de emergência da Sérvia, afirmou à rádio B92 que a situação mais crítica era agora nos rios Danúbio e Ibar, onde uma espessa camada de gelo está se formando.

"Especialistas do exército verão se a camada de gelo (no Ibar) pode ser quebrada com explosivos de uma maneira que seja segura para as pessoas e para o meio ambiente", disse, acrescentando que o governo está convocando quebra-gelos para limpar o Danúbio.

Grande parte do leste e do sul da Bósnia também foram isoladas pela neve e por avalanches.

Não houve nenhum contato desde sexta-feira com o povoado de Zijemlje, a cerca de 30 km da cidade de Mostar.

"Nós não sabemos o que está acontecendo lá. Eles não têm eletricidade desde sexta-feira e as linhas telefônicas estão cortadas, eles não têm água corrente", afirmou Radovan Palavestra, prefeito de Mostar.

"Há pessoas idosas que são muito frágeis e crianças, incluindo um bebê de dois meses, e no total há entre 130 e 150 pessoas", acrescentou Palavestra.

Um helicóptero que deveria ter voado para ajudar Zijemlje não pôde decolar na manhã desta terça-feira devido a uma forte nevasca, segundo as autoridades.

Na Romênia, duas mulheres grávidas precisaram ser retiradas de helicóptero da região leste de Iasi depois que suas aldeias foram completamente isoladas pela neve. Outra mulher grávida foi levada ao hospital em um trator na região leste de Paltinis depois que sua ambulância ficou presa na neve.

Escolas foram fechadas em grande parte do país, incluindo em Bucareste, enquanto muitos serviços de trem foram cancelados. Cerca de 40% das estradas também foram fechadas, e os voos retornaram ao aeroporto de Bucareste.

Nevascas atingiram a Bulgária, um dia depois de oito pessoas morrerem afogadas ao caírem em rios e de uma represa se romper, afundando toda uma aldeia do sudeste.

O número de mortos por hipotermia na Polônia chega agora a 68, depois que as autoridades registraram mais seis mortes nas últimas 24 horas.

A maioria dos que morreram eram sem-teto, muitos dos quais haviam bebido muito.

A onda de frio também tem provocado um grande aumento no número de pessoas sendo mortas por envenenamento por monóxido de carbono devido à utilização de aquecedores a gás com defeito. A polícia polonesa afirmou que 22 pessoas foram vítimas de intoxicação nas últimas 24 horas, duas das quais morreram.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Milhares voltam às ruas da Rússia para exigir eleições limpas (Postado por Lucas Pinheiro)

Milhares de opositores e partidários do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, se reuniram neste sábado (4) em Moscou para duas manifestações, anunciou a polícia da capital da Rússia.

"Às 12h30 (6H30 de Brasília), 90.000 pessoas estavam reunidas em Poklonaia Gora (local da passeata a favor de Putin) e 23.000 na Bolshaia Iakimanka (local do protesto da oposição). As pessoas continuam chegando", informa o site da polícia moscovita.

Os organizadores das duas manifestações não divulgaram estimativas e até o momento não foi possível obter informações com fontes independentes.

Os números da oposição e da polícia geralmente são muito diferentes durante as manifestações contra Vladimir Putin.

Já as estimativas das forças oficiais e dos simpatizantes do premiê geralmente são similares.

Os moscovitas marcham 2,5 quilômetros pelas ruas do centro da cidade com cartazes que exigem a renúncia do líder do partido do Kremlin, Rússia Unida (RU), e lembram às autoridades que não esqueceram as fraudes maciças que foram registradas em todo o país nas eleições parlamentares de dezembro.

Naquele mês, dezenas de milhares de pessoas já haviam saído às ruas de praticamente todas as cidades para denunciar a fraude eleitoral a favor do RU, que saiu vitorioso na votação.

Muitos dos manifestantes vestem casacos de pele, calçam 'valenki' (típicas botas de lã russas), e cobrem seus rostos com lenços e cachecóis para combater o frio, enquanto alguns nacionalistas usam máscaras integrais que impedem que se veja sua face.

Na entrada da Rua Bolshaya Yakimanka, onde os manifestantes precisam atravessar detectores de metal para aderir à manifestação, oito postos recolhem assinaturas para pedir ao Tribunal Supremo a anulação dos resultados das parlamentares e recrutam observadores para as presidenciais.

Ao final do percurso pelo centro de Moscou, alguns líderes da oposição extraparlamentar, entre eles o liberal Grigory Yavlinsky, do 'Yabloko', e também alguns ativistas das legendas Partido Comunista e Rússia Justa, subirão ao palanque da Praça Bolótnaya para discursar.

No comício será exigida a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral Central, Vladimir Churov, a libertação dos presos políticos, a anulação dos resultados das eleições parlamentares de dezembro e sua repetição.

Além disso, exigirão que Yavlinsky, cuja candidatura à presidência foi rejeitada pela comissão por não conseguir reunir dois milhões de assinaturas válidas, possa concorrer às eleições.

Enquanto isso, a jornada de protestos não começou muito bem nas cidades do Extremo Oriente e na Sibéria, onde a participação dos cidadãos foi sensivelmente menor do que o esperado pelos organizadores, sobretudo devido às temperaturas próximas aos 20 graus negativos.

Já em Poklonnaya Gora, em Moscou, segundo estimativas da polícia, cerca de 90 mil pessoas se reuniram neste sábado em uma contramanifestação para defender a candidatura do primeiro-ministro russo Vladimir Putin à presidência.

Cientistas descobrem quarto exoplaneta potencialmente habitável

02/02/2012 | 18h40min

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta quinta-feira (2) a descoberta de um novo exoplaneta potencialmente habitável, elevando para quatro o número de planetas situados fora de nosso sistema solar detectados pela comunidade científica.
"Este planeta rochoso é o novo e melhor candidato para manter água em estado líquido em sua superfície e pode abrigar vida tal qual nós a conhecemos", explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalha na Carnegie Institution for Science, em Washington.
Este planeta (GJ 667Cc) está em órbita em torno de uma estrela batizada de GJ 667C, situada a cerca de 22 anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9.460 bilhões de km).
Ele contorna a sua estrela em 28 dias e tem uma massa mínima 4,5 vezes a da Terra. É também cerca de 50% mais pesado que o nosso planeta.
O planeta se encontra a uma distância de sua estrela em uma "zona habitável", onde as temperaturas não são nem muito quentes nem muito frias, permitindo que a água permaneça em estado líquido.
Os pesquisadores também descobriram indícios que levam a crer que pelo menos um outro exoplaneta, talvez até três, estão em órbita na mesma estrela.
Esta estrela faz parte de um sistema estelar que possuí três estrelas.
Esta descoberta prova que planetas potencialmente habitáveis podem se formar em uma maior variedade de ambientes que acreditávamos, notaram os autores desta descoberta que deve ser publicada nas Cartas do Jornal de Astrofísica.

O manuscrito será publicado na internet no site arxiv.org/archive/astro-ph.
Os astrônomos utilizaram dados públicos do Observatório Europeu Austral (ESO) no Chile que analisaram de acordo com um novo método.
Eles incorporaram medidas efetuadas com os telescópios do Observatório Keck no Havaí.
IG